GamesRadar defende o primeiro Mass Effect e aponta a Cidadela como ponto alto
Texto do site diz que o jogo da BioWare de 2007 é melhor do que sua fama de combate truncado e fases de Mako sugerem.

Imagem: reprodução/GamesRadar
O GamesRadar publicou um texto em defesa do primeiro Mass Effect, lançado pela BioWare em 2007 como exclusivo do Xbox 360. O argumento: o jogo é melhor do que a reputação que carrega hoje.
Segundo o site, a fama de combate desajeitado e de trechos chatos dirigindo o Mako pesou sobre o original. Mass Effect 2 ficou com o crédito de space opera centrada em personagens. A Legendary Edition, de 2021, reuniu a trilogia e tentou esconder as falhas do primeiro jogo, mas acabou deixando mais visível a distância de qualidade para o segundo.
A Cidadela como vitrine
O GamesRadar dá atenção especial à Cidadela, a megaestrutura de cinco braços no centro da galáxia onde fica o Conselho e vivem 12 milhões de pessoas. É lá que o Comandante Shepard chega para relatar a traição de Saren, integrante dos Spectres.
A BioWare não tentou erguer uma cidade que parecesse real, como a Rockstar faria um ano depois em GTA 4. Montou um lugar que parece real. As luzes urbanas nas janelas dos corredores são só cenário. Cada setor é pequeno, mas tem identidade própria: o Presidium tem céu simulado, árvores aparadas e fontes brancas, enquanto o Flux, boate nas Wards, tem neon, música e fliperamas no andar de cima.
O texto lista os truques para fazer esses espaços parecerem maiores. Há nichos sem função aparente, alienígenas digitando em salas laterais, passarelas que se cruzam e elevadores que demoram uma eternidade, com noticiários sobre a colonização de planetas distantes tocando ao fundo.
Os personagens completam a ilusão. Os Elcor, que resumem o que vão dizer antes de falar, e os Volus, amargurados por não terem assento no Conselho, mostram culturas com economia e política próprias. Os companheiros também ajudam. Em Flux, Wrex comenta que lugares assim sempre querem krogans como seguranças. Garrus, ao ver um apostador expulso, deixa claro que já frequentou o local muitas vezes. Diante de uma estátua krogan, Wrex discute com Garrus o genophage, arma biológica usada pelos turianos contra os krogans, tema que volta em várias missões e cria tensão dentro do grupo.
O GamesRadar compara a técnica à teoria do iceberg, associada a Ernest Hemingway: a superfície sugere algo muito maior embaixo. Fora da Cidadela, missões como a de Feros, colônia da ExoGeni Corporation com falta de comida, água e energia, e a de Noveria, onde o jogador decide o destino dos Rachni, seguem a mesma lógica.
Onde o jogo envelhece
O texto não poupa o lado de RPG. A roda de diálogo prometia fugir do bem e do mal binários, mas criou uma moralidade de menu, que permite oscilar entre o racista espacial e o empático. Algumas opções renegade soam ridículas, como socar uma repórter diante das câmeras depois de perguntas razoáveis. A escrita às vezes é dura, e piadas como a do tamanho que não importa não funcionam.
O combate, para o site, é aceitável. Perto de Mass Effect 2, é truncado: as armas superaquecem rápido, Shepard raramente gruda na cobertura e as habilidades demoram a recarregar. Aceitas essas limitações, os tiroteios viram quebra-cabeças em que o jogador pausa a ação para combinar poderes do esquadrão.
Os melhores poderes são os biótico, nas classes Adept e Vanguard, que puxam inimigos para o ar ou os prendem em um vórtice azul. Só Ashley Williams é soldado puro, e o GamesRadar sugere formar dupla com Garrus e Wrex, combinando biótica e explosões tecnológicas.
Ficha rápida
- Plataformas
- Xbox 360 (versão original)
- Lançamento
- 2007
- Desenvolvedora
- BioWare
Fonte: GamesRadar. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.



