Skyward Sword completa 15 anos com a melhor história de Zelda e o controle mais irritante

Lançado para o Wii em 2011, o jogo de Hidemaro Fujibayashi tem vilões marcantes e uma trilha com segredo, mas prendeu muita gente nos controles por movimento.

Por Redação Capital Gamer · · 2 min de leitura
Link ajoelhado estende a mão para Zelda, de vestido branco, em cena de The Legend of Zelda: Skyward Sword

Imagem: reprodução/Polygon

The Legend of Zelda: Skyward Sword chegou ao Wii em novembro de 2011 e, 15 anos depois, a Polygon o descreve como a história mais memorável da série, amarrada ao esquema de controle mais travado que Zelda já teve.

A direção foi de Hidemaro Fujibayashi, com produção de Eiji Aonuma. O remaster Skyward Sword HD saiu para o Nintendo Switch dez anos depois e corrigiu parte do que incomodava: tem autosave, câmera controlada pelo jogador, cutscenes que podem ser puladas e a opção de trocar o movimento por botões.

Um jogo construído em torno da espada

Em entrevista da série Iwata Asks, Aonuma disse que o tema real do jogo era "a espada que usa o Wii MotionPlus". A equipe montou o combate em volta do acessório. O resultado foram problemas de controle que, segundo a Polygon, levaram muita gente a abandonar o jogo.

Logo depois do lançamento, Aonuma afirmou à Official Nintendo Magazine: "não podemos voltar aos controles de botão". Uma década depois, a Nintendo voltou.

A história

É o primeiro jogo na linha do tempo da série. Link está prestes a se formar na Knight Academy, em Skyloft, uma ilha flutuante. Na comemoração, sua amiga Zelda cai pela Sky Barrier rumo à superfície, que ninguém conhece. Link vai atrás dela, atravessa dungeons e encara as provações do Silent Realm.

Os inimigos variam de qualidade. O "leviatã" do Sandship parece um bicho de pelúcia. Koloktos, a construção de vários braços que Ghirahim desperta na Ancient Cistern, está entre os melhores chefes da série, na avaliação do texto.

O vilão final é Demise, o ódio personificado e o espírito que depois se torna Ganon. Ghirahim, o espadachim exagerado que trata cada duelo como número de teatro, o acompanha. Os encontros são encenados com trilha orquestral, e a luta contra Demise exige responder aos raios com Skyward Strikes no tempo certo.

A Polygon admite furos de roteiro que criam discrepâncias com o resto da série. Há o rumor de que Fujibayashi escreveu a sinopse básica em um único dia, e uma possível explicação para as ilhas no céu seria apenas o desejo do diretor de ver Link saltar de um lugar alto.

A canção ao contrário

O tema principal, "Ballad of the Goddess", é a Zelda's Lullaby tocada de trás para frente. A ideia foi do compositor Hajime Wakai, que a incluiu por conta própria. Aonuma a chamou de ligação intencional entre a Goddess e Zelda.

Vendas e herança

A versão de Switch quase igualou as vendas totais do original de Wii em apenas 77 dias. A vontade de Fujibayashi de ver Link cair do céu sem parar também ressurgiu em Tears of the Kingdom, em que o jogador mergulha de uma ilha flutuante direto para as Depths.

O preço, segundo a Polygon, continua o mesmo: controles frustrantes, a companheira Fi explicando tudo duas vezes e um demônio gigante que precisa ser enfrentado três vezes. Skyward Sword HD está disponível para Nintendo Switch.

Ficha rápida

Plataformas
Wii, Nintendo Switch (Skyward Sword HD)
Lançamento
Novembro de 2011 (Wii)
Desenvolvedora
Nintendo
Editora
Nintendo
Gênero
Aventura

Fonte: Polygon. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.

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