Showrunner de Edgerunners II diz que anime não oficializa final de Cyberpunk 2077
Bartosz Sztybor afirmou à IGN que a segunda temporada se passa após o jogo, mas não define qual dos finais é o canônico.

Imagem: reprodução/Kotaku
O showrunner de Cyberpunk: Edgerunners II, Bartosz Sztybor, disse que a segunda temporada do anime não torna canônico nenhum dos finais de Cyberpunk 2077. A declaração saiu em entrevista à IGN e foi destacada pelo Kotaku.
Diferente da primeira temporada, a nova história acontece depois dos eventos do RPG da CD Projekt Red. Por isso, parte do público procura no anime sinais de V, o protagonista personalizável do jogo.
A suposta aparição de V
A dúvida surgiu por causa de uma cena em que o rosto de uma mulher aparece em um banco de dados da Arasaka. Ela está ao lado de outras pessoas compatíveis com cyberware, entre elas David Martinez, protagonista da primeira temporada. Alguns fãs leram a imagem como a V "padrão" feminina, de cabelo undercut vermelho, vista na arte promocional do jogo, e concluíram que V está viva na Night City do pós-jogo.
Sztybor trata a leitura como especulação do público. A própria cena também dá motivos para dúvida: segundo o Kotaku, o penteado não é idêntico ao da V da arte de divulgação, e o cyberware da personagem é diferente.
O que o showrunner disse
"Não queremos definir um final canônico", afirmou Sztybor, segundo tradução do trecho publicado pelo Kotaku. Ele contou que a equipe conversou várias vezes com o time de lore para tentar contemplar todos os finais e decidir como seria o estado do mundo depois do jogo. A cena em questão, disse, traz sugestões, mas sem resposta direta. Esse estado do mundo pode ser mostrado melhor em quadrinhos e outros produtos.
Nas obras anteriores, como a primeira temporada de Edgerunners, os quadrinhos e os jogos de tabuleiro, a história se passava antes do jogo, e a equipe sabia como estava o mundo. Para o período posterior, Sztybor diz que não há muitos detalhes canônicos. Há uma informação importante: a Arasaka está enfraquecida. Isso, segundo ele, abre espaço para mostrar a cidade de outra forma.
Os acontecimentos do jogo podem levar a esse cenário, qualquer que tenha sido a escolha do jogador, e nenhum final vira oficial por causa disso.
Personagens que ficam de fora
O Kotaku observa que essa postura limita o uso de personagens cujo destino varia conforme as escolhas em Cyberpunk 2077. Rogue, dona da boate Afterlife, faz uma participação breve na primeira temporada de Edgerunners, mas não aparece na segunda. A provável razão, segundo o site, é que ela pode morrer em um dos finais do jogo.
A abordagem evita que algum jogador sinta que sua escolha foi tratada como errada ou inválida.
Cyberpunk 2, por ora, está em desenvolvimento na CD Projekt Red. Ainda não se sabe se o novo jogo seguirá o mesmo princípio em relação aos finais do primeiro.
Fonte: Kotaku. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.



