Cyberpunk: Edgerunners 2 troca a tragédia da primeira temporada por esperança

Em análise, o Eurogamer diz que a segunda temporada do anime do Studio Trigger mantém a qualidade, mas muda de tom e mostra personagens que decidem seguir em frente.

Por Redação Capital Gamer · · 2 min de leitura
Imagem oficial de Night City em Cyberpunk 2077 com prédios iluminados por neon

Imagem oficial de Cyberpunk 2077 / CD PROJEKT RED, via Steam

A segunda temporada de Cyberpunk: Edgerunners chegou com 10 episódios e, segundo a análise do Eurogamer, não repete a fórmula da estreia. O anime do Studio Trigger segue a linha da primeira temporada em qualidade, mas aposta em algo que o site não esperava: esperança.

O autor do texto assistiu à temporada inteira em uma noite, preparado para mais um desfecho de partir o coração. Encontrou animação que ele chama de bela e pouco ortodoxa, elenco de personagens em crise, trilha sonora e dublagem no mesmo nível do começo.

Personagens no fundo do poço

O primeiro episódio apresenta gente em situação ruim. King sofreu ciberpsicose, teve os implantes retirados e perdeu a casa. D faz sozinho uma jornada de vingança. Talia anda com a gangue Maelstrom. Roman, de 12 anos, está sem dinheiro e tenta fazer cinema num mundo que abandonou o formato; ao buscar grana, quase acaba picado.

Todos têm motivo de sobra para se entregar ao desespero. Alguns quase se entregam. Com o avanço dos episódios, cada um encontra uma razão para continuar, e os problemas não somem. O episódio final tem mais sorrisos e risadas que o primeiro, o que o Eurogamer descreve como surpreendente para Night City.

Violência sem glamour

A série não trata a violência como espetáculo catártico. Pelo olhar de Roman, ela aparece como o ato monstruoso que é, e os personagens ouvem ao longo da temporada que não devem matar ninguém, nem quem talvez merecesse. Na primeira temporada, a descida de David à ciberpsicose mostrava a brutalidade de matar. Agora, quem não sofre dessa condição encara a inutilidade do ato.

Perto da metade da temporada, um personagem secundário executa sem convicção uma mulher encolhida de medo, e a câmera fica na cena enquanto a cabeça dela cai. O autor lê o momento como um recado simples: violência não resolve.

Paralelo com os finais de Cyberpunk 2077

O Eurogamer lembra que Magda Zych, roteirista sênior da CD Projekt Red, definiu a história do jogo como uma "tragédia noir". Para o autor, a ideia vale para o RPG de mesa de Mike Pondsmith, para Cyberpunk 2077 e também para esta temporada.

A comparação vai mais longe. A primeira temporada equivaleria ao final "The Sun" do jogo, em que V invade a Arasaka num rompante de glória. A segunda lembraria "The Star", em que V gasta o tempo que resta com amigos e pessoas queridas, longe da rotina dura de Night City. Durante os créditos, alguns NPCs reagem a essa escolha com desprezo, já que ela contraria a filosofia edgerunner de "viver rápido, morrer jovem".

O autor admite que parte do público pode estranhar a mudança. Repetir a história de 2022 teria sido aceitável, e ele mesmo gostaria. Para ele, escolher outro caminho foi a decisão mais inteligente.

Fonte: Eurogamer. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.

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