Tachyum, desenvolvedora do processador Prodigy, pede falência na Eslováquia
A subsidiária eslovaca da empresa entrou com o pedido em 22 de outubro de 2026, após oito anos de atrasos e sem nunca ter mostrado um chip funcional.

Imagem: reprodução/Tom's Hardware
A Tachyum Slovakia, braço eslovaco da desenvolvedora do processador Prodigy, pediu falência em Bratislava em 22 de outubro de 2026. A informação é da Forbes, repercutida pelo Tom's Hardware.
O Tribunal Municipal de Bratislava III abriu o processo de falência depois de concluir que o pedido cumpria os requisitos legais. A própria empresa tomou a iniciativa, sem esperar que credores cobrassem dívidas na Justiça. Pela lei eslovaca, quem pede falência por conta própria é presumido insolvente, segundo a Forbes.
Oito anos de adiamentos
A Tachyum apresentou o Prodigy em 2018, com tape-out previsto para 2019 e venda comercial em 2020. O lançamento foi empurrado para 2021, depois 2022, 2023, 2024 e 2025. Em oito anos, a empresa nunca mostrou silício funcional do chip.
As especificações também mudaram ao longo do caminho. O projeto original de 64 núcleos virou um processador de 128 núcleos em processo da classe de 5 nm, e depois um chip de 192 núcleos com 16 canais de memória DDR5. No fim de 2025, a empresa anunciou outra reformulação: arquitetura de chiplets com 1.024 núcleos, 24 canais DDR5, TDP de 1.600 W e fabricação no nó de classe 2 nm da TSMC. Esse projeto exigiria muito trabalho adicional e empurraria a disponibilidade comercial para 2030 ou depois.
O que acontece com o Prodigy
Se o tribunal declarar a falência formalmente, um administrador nomeado assume os bens da empresa, que podem ser vendidos para pagar credores. Ainda não se sabe quais são esses bens. Em teoria, incluem a propriedade intelectual do Prodigy, patentes e o hardware usado no desenvolvimento.
Sem novo financiamento ou um comprador disposto a bancar o projeto, o trabalho no Prodigy pode acabar de vez.
O processo, porém, atinge só a unidade eslovaca. Segundo o jornal Dennik N, a Tachyum Slovakia é subsidiária da Tachyum Inc., dos Estados Unidos. Se a matriz americana for dona da propriedade intelectual, enquanto a subsidiária emprega os engenheiros e acumula as dívidas, a falência permitiria ao grupo se livrar de boa parte do passivo sem perder a tecnologia. Se a propriedade for da subsidiária, a matriz poderia comprá-la da massa falida.
Há ainda um complicador. De acordo com o Dennik N, a matriz americana enfrenta pressão dos próprios credores, e alguns pediram a liquidação dela. Nesse caso, o destino da propriedade intelectual do Prodigy fica em aberto.
O Tom's Hardware avalia que a falência lança dúvida séria sobre a capacidade ou a intenção da Tachyum de levar o processador ao mercado. O futuro do Prodigy depende de quem detém os direitos sobre ele e de a empresa americana continuar existindo ou ser liquidada.
Fonte: Tom's Hardware. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.



