Macronix deixa de fabricar chips ROM usados nos cartuchos do Switch e Switch 2

Fornecedora da Nintendo vai redirecionar a produção para memória NOR e NAND voltada a data centers de IA, segundo relatos; rival ainda abastece a empresa.

Por Redação Capital Gamer · · 2 min de leitura
Console Nintendo Switch com Joy-Con vermelho e azul, controle Pro e três cartuchos de jogo sobre mesa de madeira

Imagem: reprodução/Tom's Hardware

A Macronix, uma das fornecedoras de chips ROM dos cartuchos do Switch e do Switch 2, está encerrando esse negócio para se dedicar a memórias NOR e NAND flash destinadas a data centers de IA, segundo relatos divulgados nesta quarta-feira, 4. A informação ainda é baseada em reportagens e na análise de um analista, sem comunicado da Nintendo.

O alerta partiu de David Gibson, da MST Financial, que publicou o caso no X. Ele afirma que a Macronix não lançará novos produtos ROM e que o terceiro trimestre foi o último em que a empresa reportou as vendas desse segmento separadamente.

O que mostram os números

Segundo Gibson, a fatia da ROM na receita da Macronix no terceiro trimestre deste ano caiu para 5%. Um ano antes, era de 26%. O analista também diz que o investimento de NT$ 37,8 bilhões previsto pela empresa vai todo para NOR e NAND Flash. Para ROM, não sobra nada.

O jornal Taipei Times confirmou o movimento. Segundo o veículo, a Macronix vai abandonando a produção de ROM aos poucos. O investimento se divide em duas etapas: NT$ 22 bilhões para ampliar a capacidade de fabricação e outros NT$ 15,8 bilhões para NAND flash usada em eMMCs e em memória 3D NAND.

Efeito sobre os cartuchos

A Nintendo não compra os chips direto da Macronix. A MegaChips projeta as peças conforme a necessidade da Nintendo e, sem fábrica própria, terceiriza a produção. O relatório de 2022 da MegaChips diz que a Nintendo respondia por 87,8% das vendas da empresa e que a Macronix concentrava 67,8% das compras de manufatura terceirizada. O mesmo documento admite que, se a Macronix deixasse de fabricar ROM, os resultados operacionais da MegaChips poderiam ser afetados.

O Tom's Hardware, que reuniu os relatos, diz não ter conhecimento de um plano de contingência da MegaChips. O site avalia que as duas empresas provavelmente conversaram antes e deram tempo para a MegaChips achar outra fábrica.

A Nintendo não depende só da Macronix. As empresas ROHM Semiconductor e LAPIS Semiconductor, do grupo ROHM, continuam fornecendo chips ROM. Por isso, o Tom's Hardware considera improvável que a Nintendo vá para um modelo só digital no curto prazo, como Sony e Microsoft planejam. Gibson chega a conclusão parecida: para ele, os cartuchos físicos "seguirão por algum tempo".

Com um fornecedor a menos, porém, a Nintendo pode ser obrigada a subir o preço dos jogos físicos. Gibson espera que a margem digital cresça, seja por mais Game-Key Cards, que trazem uma chave de download e não o jogo em si, seja por vendas apenas digitais. Segundo ele, essa margem vem subindo devagar e oscila conforme o trimestre, por causa dos grandes lançamentos físicos.

Fonte: Tom's Hardware. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.

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