Eleitores dos EUA rejeitam data centers de IA em 33 de 46 medidas nas urnas
Levantamento do Data Centers on the Ballot mostra 33 medidas restritivas aprovadas e só uma derrota, em Harwood, Dakota do Norte; resultados ainda são parciais.

Imagem: reprodução/Tom's Hardware
Eleitores de condados americanos aprovaram 33 medidas que restringem a construção de data centers nas eleições de meio de mandato, segundo o levantamento Data Centers on the Ballot citado pelo Tom's Hardware. Outras seis questões lideram a contagem. Os resultados ainda são parciais.
Só uma proposta fracassou: a de Harwood, na Dakota do Norte, que criava uma etapa extra de revisão para projetos industriais, entre eles data centers. Cinco medidas ainda não têm resultado publicado.
O que estava em votação
As perguntas variavam bastante. Havia proibições permanentes, moratórias, restrições por prazo, limites de tamanho ou de consumo de energia e votações sobre projetos específicos. Um perfil na rede X, publicado em 4 de novembro de 2026, contava cerca de 40 localidades em 13 estados com o tema na cédula, incluindo recalls de políticos favoráveis aos data centers.
Os recalls aconteceram. Em Piqua, Ohio, o prefeito e dois vereadores foram afastados por terem apoiado proibições. Em Yukon, Oklahoma, o prefeito também perdeu o cargo pelo mesmo motivo.
Um segundo levantamento, com 46 medidas em 10 estados, aponta que as 33 propostas de limitação devem passar, todas. Das 13 que buscavam permitir data centers e sua construção, 11 tendem a ser derrotadas.
Efeito sobre os projetos
Não está claro se o resultado muda obras que já estão em andamento. Dos mais de 300 vetos locais a data centers aprovados no país, apenas três empreendimentos, somando 2,3 gigawatts, foram adiados. A expectativa é que 38 gigawatts entrem em operação até 2027, e o investimento em infraestrutura ainda deve chegar a US$ 32 trilhões até 2050.
Os votos podem pesar nos projetos futuros. O Senado americano acusa as big techs de enganar o público sobre as vantagens dos data centers de IA. OpenAI e Anthropic, por sua vez, correm atrás de projetos menores, de 20 a 30 megawatts, enquanto seus complexos de escala hiperscale, de gigawatts, enfrentam atrasos.
A resposta do governo Trump
O resultado é um revés para o governo de Donald Trump, que defende o avanço da IA no país. O presidente obrigou data centers de IA a pagar um dividendo de energia às comunidades vizinhas e fez empresas de tecnologia, governadores e distribuidoras assinarem o chamado "ratepayer protection pledge", compromisso de arcar com os próprios custos.
Para o Tom's Hardware, a iniciativa veio tarde demais para convencer eleitores que temem aumento na conta de luz, poluição sonora e outros efeitos já sentidos onde os data centers foram instalados. Pesquisas citadas pelo veículo mostram que 70% dos americanos se opõem à expansão desses centros.
Fonte: Tom's Hardware. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.



