Filme de Dofus fica de graça no YouTube e chega perto de 2 milhões de views
Dofus - Livre 1: Julith, longa de 2016 da Ankama Animations que vendeu só 80 mil ingressos, foi liberado completo e dublado em vários idiomas.

Imagem: reprodução/Jeuxvideo.com
A Ankama Animations colocou no YouTube, sem custo, o filme completo Dofus - Livre 1 : Julith, lançado nos cinemas franceses em 3 de fevereiro de 2016. Segundo o Jeuxvideo.com, a produção já tem perto de 2 milhões de visualizações em duas semanas e está dublada em vários idiomas.
Foi o primeiro longa para cinema do estúdio de Roubaix, o mesmo da série animada Wakfu. O projeto levou mais de cinco anos de trabalho e custou cerca de 7 milhões de euros, um valor alto para uma produção independente. A animação é em 2D tradicional, feita inteiramente na França, e a trilha orquestral foi gravada com a Orquestra Nacional de Lille.
O roteiro é de Anthony Roux, o Tot, criador do universo de Dofus. Ele havia planejado uma trilogia, e daí vem o Livre 1 do título.
O que deu errado nos cinemas
A bilheteria não acompanhou o investimento. O filme teve pouco mais de 80 mil ingressos vendidos, enquanto o ponto de equilíbrio ficava perto de 1 milhão de espectadores. A trilogia não seguiu adiante.
O redator do Jeuxvideo.com, fã de Dofus desde os 12 anos, diz que um fracasso desses não tem um único culpado e aponta três fatores.
O primeiro é o tom. Wakfu passava nas manhãs da France 3 com perfil familiar. O filme mantém o visual colorido, mas traz temas mais sombrios e muitas piadas de duplo sentido, o que o deixou, nas palavras dele, infantil demais para os pais e adulto demais para as crianças.
O segundo é a distribuição. As salas trataram o longa como desenho infantil e jogaram as poucas sessões nos piores horários. Ele ainda estreou contra Deadpool, Les Tuche 2 e Zootopia.
O terceiro é a imprensa. Os veículos especializados acharam o filme convencional, vulgar e obscuro para quem não conhece o lore.
A avaliação do redator em 2026
Ele esperava defender um filme injustiçado e acabou dando uma nota de 13 ou 14 em 20. A animação sai bem na avaliação: os traços não envelheceram, a direção é limpa e as cenas de ação são legíveis. A dublagem e os personagens funcionam, e a música cumpre o papel, embora marque menos que a do jogo.
O problema, para ele, é a escrita. O humor flerta com sexismo e homofobia, passa menos bem hoje e aparece a cada 30 segundos. Os personagens são arquetípicos, e isso o impediu de sentir empatia por eles. O roteiro, na opinião do redator, é plano e previsível, e ele suspeita que Tot tenha jogado pelo seguro por causa do peso financeiro do projeto.
Os comentários no YouTube, segundo o texto, são bem mais elogiosos do que a crítica de 2016.
Fonte: Jeuxvideo.com. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.



