Cyberpunk: Edgerunners II decepciona na análise do Kotaku
Segunda temporada do anime da Netflix com Studio Trigger divide a trama em três histórias e perde o foco que marcou a primeira, diz o site.

Imagem oficial de Cyberpunk 2077 / CD PROJEKT RED, via Steam
O Kotaku publicou sua análise da segunda temporada de Cyberpunk: Edgerunners, anime da Netflix feito pelo Studio Trigger, e a conclusão é fria: a série troca o foco da primeira temporada por uma estrutura dispersa, sem ganho claro em troca.
O texto não chega a demolir a obra. O próprio crítico diz que ficou mais desanimado do que irritado.
Três histórias em vez de um protagonista
Edgerunners II funciona mais como série coral. Roman é um garoto que prefere filmar os horrores de Night City com uma câmera analógica a viver braindances piratas. Talia é uma adolescente que se rebelou contra os pais e trocou quase todo o corpo por cyberware. A mãe contrata Weak, ex-namorado e edgerunner, para encontrá-la e protegê-la da gangue Maelstrom. Há ainda D, um Nomad em busca de vingança pela morte do seu clã, sem saber no início quem foi o culpado.
Segundo o Kotaku, as três linhas demoram a se encontrar. A série se arrasta por mais da metade da duração e parece mais um conjunto de ideias para animes separados do que uma temporada coesa. Na comparação do texto, os três estão no mesmo sistema solar, mas sem atração gravitacional entre eles.
As grandes revelações que deveriam costurar tudo soam frágeis para o crítico. A trama de vingança, na avaliação dele, fica mais moralista do que qualquer personagem de Night City teria autoridade para ser.
Night City como pano de fundo
O Kotaku compara com Cyberpunk 2077, em que o jogador circula entre o apartamento de Judy e a mansão de Kerry e sente que pobres e ricos fazem parte da mesma cidade. No anime, a cidade pesa menos. A análise afirma que a série só raramente parece ter sido pensada para se passar ali. Há revelações de lore notáveis, mas algumas são apresentadas como importantes sem alterar nada de concreto.
As cenas de ultraviolência entretêm, mas raramente chegam ao nível dos grandes momentos da primeira temporada. O crítico cita a dor de David diante do mentor Maine, tomado pela cyberpsicose, e o final em que Lucy chega à Lua. Nada na nova leva parecida emoção a ele.
O que o Kotaku elogia
Há pontos a favor. O Studio Trigger mantém a animação estilosa e o elenco de vozes é, nas palavras do texto, bom. O final, porém, deixa a impressão de que alguns arcos poderiam ter sido cortados para chegar à mesma conclusão de forma mais enxuta.
O veredito é de uma série sem grandes apostas. Night City tem muitas histórias para contar, escreve o crítico, e estatisticamente nem todas serão ótimas.
Fonte: Kotaku. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.



