Valor Mortis: Kotaku elogia atmosfera, mas vê jogabilidade dispersa
Review do Kotaku diz que o Soulslike de Napoleão tem direção de arte e criaturas marcantes, mas mecânicas que não passam do competente.

Imagem oficial de Valor Mortis / Lyrical Games, via Steam
O Kotaku publicou sua análise de Valor Mortis, Soulslike em primeira pessoa da One More Level que chega a PlayStation 5, Xbox Series X/S e PC em 13 de outubro. A avaliação destaca a atmosfera inquietante e o design das criaturas, mas aponta que o conjunto fica abaixo da soma das partes.
O jogo parte de uma história alternativa. Napoleão Bonaparte vence a Batalha de Waterloo depois de voltar do exílio em Elba e segue expandindo seu império com ajuda de uma substância misteriosa chamada Nephtoglobin, que também dá origem às habilidades sobrenaturais do game.
A história
O protagonista é William Dowsett, voluntário britânico no Grande Armée. Ele acorda numa vala comum sem boa parte da memória recente e, no início, é um crente convicto no imperador. A visão em primeira pessoa reforça essa devoção: quando Napoleão fala com William por um elo telepático, o efeito é de uma voz que o empurra adiante sobre os corpos de aliados e inimigos.
Segundo o Kotaku, a narrativa trata de como a guerra reduz todos a carne em decomposição, enquanto William abandona aos poucos o fanatismo e encara o custo real do legado napoleônico. O texto admite que o roteiro pesa a mão em alguns momentos, mas diz que ele rende acima do esperado.
A jogabilidade
É aqui que a análise é mais fria. Valor Mortis mistura elementos de Dark Souls e BioShock com exploração não linear e plataforma, e as ideias disputam espaço demais. O combate segue o ritmo de esquiva, aparo e ataque dos Soulslikes, mas sem o peso que torna o gênero empolgante. As seções de plataforma quebram os momentos mais tensos, porém, na avaliação do crítico, teriam o mesmo impacto se fossem quick-time events.
O veredito é que muitos sistemas ficam na mera competência, sem espaço para algum deles buscar a excelência.
O que funcionou
Mesmo assim, o autor diz ter voltado a cada sessão curioso pelo que viria depois do último checkpoint. O mix de medo e ansiedade típico dos bons Soulslikes aparece, graças à atmosfera e às criaturas, que tornam os raros momentos de segurança valiosos.
Ao longo da campanha, o jogador enfrenta camponeses transformados em homens-bomba de Nephtoglobin, gigantes com canhão no lugar do rosto e aberrações que misturam cão e homem e vomitam veneno. Os cenários vão de vilarejos encharcados a fortalezas arruinadas e laboratórios escuros, todos unidos por uma linguagem visual inspirada na Europa do século 19 e no estilo militar francês, deformada por mutações.
Pontos de destaque
- Gostou: atmosfera inquietante e design das criaturas
- Não gostou: bugs na segunda metade e jogabilidade que faz de tudo sem se destacar
- Duração: entre 12 e 15 horas até os créditos, na estimativa do crítico
- Plataforma da análise: PlayStation 5
O Kotaku resume Valor Mortis como uma parábola convincente sobre fanatismo, com uma das melhores direções de arte dos últimos anos, e também como um monumento à superambição. O crítico diz estar feliz que o jogo exista e espera ver o que a One More Level fará a seguir.
Ficha rápida
- Plataformas
- PC, PlayStation 5 e Xbox Series X/S
- Lançamento
- 13 de outubro
- Desenvolvedora
- One More Level
Fonte: Kotaku. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.


