Steam terá validade de seis meses para saldo da carteira no Japão
A Valve atualizou os termos e fundos não usados expiram após seis meses no país. Não há confirmação de que a regra chegue a outros mercados.

Arte: Capital Gamer
A Valve atualizou os termos do Steam e passou a prever validade de seis meses para saldos não utilizados na carteira de usuários no Japão. A informação é do Hardware.com.br. Até agora, a empresa não confirmou a mesma regra para outros países.
A mudança está ligada às regras japonesas para pagamentos pré-pagos, que impõem exigências adicionais a empresas que mantêm dinheiro de clientes.
O que diz a lei japonesa
A Lei de Serviços de Pagamento do Japão fixa requisitos para quem emite instrumentos de pagamento pré-pagos. Empresas que guardam determinados saldos por mais tempo que o limite previsto podem ter de garantir a devolução de parte desses valores, por meio de depósitos ou outras garantias financeiras.
Pelo entendimento das regras, saldos com validade de até seis meses podem entrar em uma isenção de parte dessas exigências. Para lojas digitais, é uma alternativa a cumprir as obrigações financeiras adicionais.
As normas existem para proteger o consumidor, assegurando que a empresa consiga cobrir os saldos ainda não gastos. A isenção do prazo de seis meses, porém, é criticada por estimular a criação de datas de validade em vez da garantia dos valores pelos mecanismos exigidos.
Quem pode perder saldo
Pela mudança relatada, o dinheiro adicionado ao Steam por usuários japoneses expira após seis meses sem uso. A medida pode atingir quem compra cartões-presente, deposita valores antecipadamente ou acumula saldo de vendas no Mercado da Comunidade Steam.
Há dúvidas sobre reembolsos e sobre o destino do dinheiro que ficar na conta depois do prazo. As informações disponíveis não esclarecem se a Valve criará procedimentos adicionais para os clientes afetados.
Debate entre jogadores
O assunto movimentou a comunidade r/pcgaming, no Reddit. A discussão gira em torno de saber se a validade é uma exigência legal ou uma forma de a Valve evitar obrigações financeiras mais rígidas.
Alguns usuários defenderam que a empresa poderia cumprir as regras mais duras e manter os saldos. Outros lembraram que a prática não é exclusiva do Steam, já que serviços digitais japoneses também seguem as normas locais sobre pagamentos pré-pagos.
Também apareceu a preocupação com lojas digitais que retêm dinheiro de clientes sem permitir saque ou transferência para conta bancária. Os fundos do Steam servem para comprar jogos e outros conteúdos elegíveis, mas não funcionam como saldo bancário de uso livre.
Fonte: Hardware.com.br. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.


