Red Rooster: ex-devs de Disco Elysium revelam RPG de fogo, água e eus alternativos
O estúdio cooperativo Summer Eternal detalhou em uma antologia de 500 páginas seu primeiro jogo, um RPG 3D em tempo real que lembra Disco Elysium e aposta em física e incêndios.

Imagem: reprodução/Rock Paper Shotgun
A Summer Eternal, cooperativa de trabalhadores formada por ex-desenvolvedores de Disco Elysium, revelou Red Rooster, um RPG em terceira pessoa, em 3D e em tempo real. O jogo foi apresentado numa antologia de 500 páginas, segundo o Rock Paper Shotgun, que recebeu o material neste mês.
O projeto está em pré-produção inicial, com 3 a 4 anos até o lançamento, desde que o estúdio consiga levantar o financiamento necessário.
Uma cidade inflamável
Red Rooster se passa em Arta-Trantor, cidade fluvial dividida, de realismo mágico e muito parecida com o nosso mundo. Ela nasceu de séculos de guerra, rivalidade e exploração externa, com o tema de fogo contra água. O jogo usa Unreal Engine e promete um sandbox de objetos que o jogador pode mover, manipular e queimar.
Entre as facções estão guardas armados e entregadores, além de um corpo de bombeiros que começou com escravizados e hoje mistura profissionais, amadores e presos em serviço comunitário.
Redrick e seus galos
O jogador controla Redrick Roost, condenado à prisão perpétua por ter deixado milhares de pessoas catatônicas com um headset de "auto-meditação". Recrutado por agentes do governo, ele tem uma semana antes da audiência de liberdade condicional para descobrir quem é o incendiário que atua num quartel comandado pelo próprio irmão, tratado como herói.
Como Harry em Disco Elysium, Redrick carrega vários personagens na cabeça. Eles são os "roosters", versões alternativas que disputam o controle e alteram falas e habilidades. Moram no Coop, um espaço mental inspirado na loja de aspiradores onde ele trabalhou. Ali o jogador gasta XP para montar o personagem.
Entre os Roosters citados estão um debatedor compulsivo, um jogador patológico e um que usa óculos escuros dentro de casa. Novos aparecem ao longo da campanha, e o jogador decide se admite, fortalece ou reprime cada um. A repressão é um encontro movido a dados, com resultados além de vitória ou derrota. Roosters rejeitados podem tomar o Coop se o jogador continuar agindo conforme o arquétipo deles.
A primeira companheira é Astrid Albers, matemática que passa por reabilitação supervisionada após overdose de opiáceos. Ela vigia Redrick e, um dia, percebe que as leis da matemática mudaram. O jogo terá ainda um sistema de roupas em grade, em vez da tela de equipamento por parte do corpo.
Física e fogo como pilares
O diretor Argo Tuulik define a interação com objetos como "o pilar mais importante" do jogo. Cadeiras e pneus de bicicleta terão peso, fragilidade e elasticidade próprios. Uma simulação de fogo "simplificada, mas realista" espalha chamas conforme o material, e incendiar locais será um caminho para subtramas e revelações, embora nem tudo possa queimar.
O mundo também muda sozinho: lâmpadas queimam, folhas cobrem escadas e escultores transformam blocos de pedra em estátuas.
O livro e a política do estúdio
A primeira metade da antologia conta a formação do estúdio e inclui ensaios sobre estética, IA generativa e o desafio de fazer jogos anticapitalistas dependendo de investimento. Há entrevistas com Mark Darrah e David Gaider, ex-BioWare, o escritor Ted Chiang, o economista Richard Wolff e o sindicato United Videogame Workers-CWA. A fundadora Dora Klindžić, ex-roteirista principal da ZA/UM, assina o tom do manifesto. A segunda metade é o documento de apresentação e a bíblia de universo de Red Rooster.
Ficha rápida
- Lançamento
- 3 a 4 anos, dependendo de financiamento (pré-produção inicial)
- Desenvolvedora
- Summer Eternal
Fonte: Rock Paper Shotgun. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.


