Ocarina of Time remake: túnica de Link é tecida à mão por razão de lore
Em entrevista da série Ask the Developer, a diretora de arte Aya Shida explica por que a roupa de Link no remake tem pontos e fiapos visíveis.

Imagem: reprodução/Kotaku
A diretora de arte Aya Shida e o produtor Hidemaro Fujibayashi explicaram, em entrevista publicada em 2 de novembro, por que a túnica de Link no remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time tem tanto detalhe. O jogo chega ao Switch 2 em 5 de novembro.
A conversa saiu na série Ask the Developer, da Nintendo, e foi destacada pelo Kotaku e pela GameSpot.
A reação ao visual
Desde a revelação do remake, a roupa do protagonista virou assunto. Cada ponto da costura aparece, há uma franja na barra e pontos maiores onde as mangas se ligam ao corpo e onde o gorro se fecha. Por cima, Link usa uma armadura de couro com folhas em espiral, e as botas do Link adulto trazem gravações parecidas.
O público se dividiu. Alguns compararam o resultado a jogos de fãs feitos em Unreal Engine, que costumam ser criticados por perder a simplicidade típica dos jogos da Nintendo. Outros acharam que Link destoava do cenário, sobretudo ao lado de NPCs menos detalhados, como moradores da Cidade de Hyrule. Também teve quem gostou da túnica e viu nela uma ligação com a origem de Link como criança da floresta.
É essa ligação que a equipe diz ter buscado.
Tecido feito por crianças da floresta
Shida contou que o time não mexeu nos designs de forma leviana. Primeiro, desenhou esboços dos personagens para colocá-los ao lado dos modelos antigos e fez um modelo 3D da Grande Árvore Deku. A ideia, nas palavras dela, era que os personagens se misturassem de forma natural ao mundo.
Fujibayashi lembrou que o Nintendo 64 impunha limites. Os desenvolvedores da época exageravam movimentos e traços marcantes para que a personalidade de cada personagem aparecesse. Recriar tudo isso à risca com a tecnologia de hoje, disse ele, pareceria um pouco estranho.
Sem as travas do hardware antigo, a equipe passou a dar atenção às texturas das roupas. Shida usou o traje do Link criança como exemplo. Um tecido arrumado demais, como se saísse de uma máquina, não combinaria com crianças que vivem na floresta e fazem as próprias roupas.
A equipe então pesquisou que tecido essas crianças realmente teriam tecido. Estudou peças em museus e chegou a fabricar tecido a partir de fio para entender como ele deveria ser. Segundo Shida, o designers também tinham o hábito de imaginar a história por trás de cada objeto do jogo.
Para o Kotaku, a conclusão é direta: uma túnica lisa funcionava no Nintendo 64, mas ficaria deslocada no Switch 2 diante do que se sabe sobre os Kokiri. Eles vestem algo bem diferente do que se usa fora da floresta.
O que vem a seguir
A entrevista traz outros trechos, entre eles um sobre Eiji Aonuma ter acrescentado e depois retirado pontos de viagem rápida do jogo. A segunda parte da conversa sai em 3 de novembro.
Fonte: Kotaku. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.



