EA fecha a BioWare, e a conta começou bem antes de Dragon Age: The Veilguard

Estúdio de Mass Effect encerra 31 anos de história depois de encolher de mais de 400 funcionários para cerca de 50, num corte que atingiu outros estúdios da EA.

Por Redação Capital Gamer · · 3 min de leitura
Personagem de cabelo preto com lenço azul e luva azul estica a mão contra uma criatura sombria, em cena com fundo vermelho e azul

Imagem: reprodução/Game Rant

A EA fechou a BioWare, estúdio de Mass Effect, Star Wars: Knights of the Old Republic e Dragon Age, depois de 31 anos de atividade. Em análise publicada em 23 de outubro, o Game Rant defende que o fim não se explica só por Dragon Age: The Veilguard, como parte do público online sugere.

Quando a decisão saiu, a equipe tinha cerca de 50 pessoas, todas no próximo Mass Effect, que a EA descrevia como ainda em fase inicial. No auge, o estúdio passou de 400.

Do live service ao encolhimento

O Game Rant volta a 2012, quando o então presidente de estúdios da EA, Frank Gibeau, disse numa conferência que não havia aprovado nenhum jogo exclusivamente single-player. Segundo o ex-produtor executivo da BioWare Mark Darrah, Casey Hudson levou à EA a proposta que combinava a narrativa do estúdio com live service. Esse projeto virou Anthem.

Em 2017, de acordo com o jornalista Jason Schreier, da Bloomberg, um Dragon Age de codinome Joplin foi cancelado e reiniciado como Morrison, um live service baseado nas ferramentas de Anthem. Parte da equipe já tinha sido emprestada para terminar Mass Effect: Andromeda, e a maior parte foi para Anthem. O plano de reformulação do jogo, Anthem Next, foi cancelado dois anos depois.

Em 2020, o próximo Dragon Age voltou a ser single-player. Pelo relato de Schreier, o time teve cerca de 18 meses para refazer um projeto concebido desde a base como serviço online. The Veilguard saiu em outubro de 2024 com críticas em geral positivas, mas reuniu cerca de 1,5 milhão de jogadores no trimestre de lançamento, quase 50% abaixo da expectativa da EA.

A BioWare cortou cerca de 50 vagas em agosto de 2023. No início de 2025, a EA transferiu boa parte da equipe do jogo para outros estúdios e demitiu mais ou menos duas dúzias de pessoas, o que deixou o estúdio com menos de 100.

A carta e a dívida

A carta interna da EA, assinada pelo COO David Tinson e pelo Chief Studios Officer Cam Weber, trata o fechamento como consequência do projeto de Mass Effect. A empresa diz ter decidido "not to move forward" com o desenvolvimento. Schreier observou no Bluesky que uma equipe de 50 pessoas precisaria de uma onda de contratações para entregar o jogo em escala completa.

A carta não menciona a compra da EA por US$ 55 bilhões, fechada em 4 de agosto por Public Investment Fund da Arábia Saudita, Silver Lake e Affinity Partners, de Jared Kushner. O negócio deixou a EA com cerca de US$ 18 bilhões em dívida e US$ 1,8 bilhão por ano em juros. A empresa disse aos credores que planeja cortar US$ 700 milhões anuais em custos, dos quais US$ 170 milhões sob o rótulo de "organizational efficiencies".

A BioWare não foi a única atingida. Pelo levantamento do Vertical Slice, baseado em posts de demitidos no LinkedIn, outras 350 demissões ocorreram na Respawn, na Motive, na Maxis, na Full Circle e na Ripple Effect. Respawn e Motive perderam gente mesmo com os jogos de Star Wars Jedi e Iron Man tratados como prioridade pela EA.

Fonte: Game Rant. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.

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