Corner Shop: NightShift já está disponível no Xbox Series X|S e PC

Jogo de terror psicológico põe o jogador no turno da noite de uma loja de conveniência, e o estúdio diz ter consultado psicólogos para escrever os diálogos.

Por Redação Capital Gamer · · 2 min de leitura
Arte oficial de Corner Shop: NightShift: atendente com bandeja de café em loja escura, silhueta ao fundo

Imagem: divulgação/Xbox Wire

Corner Shop: NightShift chegou ao Xbox Series X|S e ao PC, com suporte a Xbox Play Anywhere. O anúncio saiu no Xbox Wire, em texto assinado por quem criou o jogo, que explica como o terror foi construído em torno de uma rotina comum.

O protagonista é Adam Callahan, funcionário do turno da noite numa pequena loja de conveniência. Ele recebe entregas, repõe produtos nas prateleiras, limpa o chão, passa compras no caixa, confere as câmeras e atende clientes.

Fora do balcão, a vida de Adam desmorona. O casamento acabou, ele perdeu contato com a filha, as finanças vão mal e a saúde mental piora. Mesmo assim, ele precisa chegar ao trabalho e terminar mais um turno.

Rotina e terror no mesmo balcão

Segundo o autor do texto, os problemas de Adam não ficam restritos às cutscenes. Uma conversa difícil pode ser interrompida por um cliente na fila. As prateleiras continuam vazias, algo precisa ser limpo e uma entrega chega, tenha a noite sido boa ou não.

Há eventos sobrenaturais de fato: apagões, alarmes, clientes perturbadores e cenas que não deveriam acontecer. Em outros momentos, o próprio Adam duvida do que viu. Algo se mexeu na câmera de segurança? Ele lembra da conversa do jeito certo? Ou o estresse está distorcendo a percepção? É dessa incerteza que vem boa parte do medo, diz o texto.

Consultoria com psicólogos

Para as cenas com a psicóloga de Adam e os diálogos com a esposa dele, a equipe conversou com psicólogos experientes em transtornos mentais graves e com especialistas em situações familiares difíceis. Os diálogos e cutscenes sobre esses temas foram desenvolvidos e revisados com ajuda deles.

O estúdio ressalta que o jogo segue sendo ficção de terror psicológico, e que algumas situações são exageradas de propósito para criar tensão. A meta era evitar atalhos: a psicóloga não aparece só para explicar a trama, a esposa não existe apenas para fazer o protagonista se sentir culpado, e Adam não se resume a uma lista de sintomas. Ele pode ser cansado, irritado, engraçado e defensivo, e tomar decisões boas e péssimas.

A doença mental, nas palavras do autor, nunca deveria ser "o monstro" da história.

Simulação como parte da história

A administração da loja continua no centro da jogabilidade. É preciso atender clientes, receber entregas e investir em segurança, com câmeras, alarmes e fechaduras mais fortes. O dinheiro importa. Trabalhar mais rende o que Adam precisa, mas o cansaço cobra seu preço, e uma câmera que protege a loja também pode fazer o jogador duvidar do que enxergou.

As escolhas feitas ao longo da campanha definem o que Adam descobre e qual dos quatro finais o jogador alcança. Não dá para resolver todos os problemas do personagem, mas dá para decidir como reagir a eles.

Fonte: Xbox Wire. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.

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