Intel 14A chega ao PDK 0.9 e Intel Foundry mira o 1.0 no primeiro trimestre de 2027
A Intel Foundry liberou a versão 0.9 do kit de projeto do processo 14A, já baseada em medições de silício. A produção em massa está prevista para 2028.

Imagem: reprodução/Tom's Hardware
A Intel Foundry liberou na semana passada a versão 0.9 do process design kit (PDK) do Intel 14A, seu próximo processo de fabricação. A informação foi publicada pelo Tom's Hardware. A empresa diz que o nó atingiu o nível de desempenho e rendimento esperado para esta etapa, com validação feita em silício.
A versão 1.0 do PDK está prevista para o primeiro trimestre de 2027. É ela que deve confirmar que a tecnologia está pronta para produção em volume.
O que é o PDK e por que o 0.9 importa
O PDK reúne modelos de transistor, regras de projeto e outros dados que permitem aos designers criar chips para um processo específico usando ferramentas de automação de projeto eletrônico (EDA). A precisão desse kit define o quanto a simulação se aproxima do chip fabricado.
A diferença da versão 0.9 é que ela traz uma representação do 14A baseada em medições de silício real, e não em modelos teóricos ou simulações. Com isso, os clientes podem desenvolver produtos com mais segurança quanto a desempenho e consumo.
Segundo a Intel, o kit permite projetar chips para entrar em produção de risco na época em que o processo for certificado. Em muitos casos, isso reduz o número de revisões de silício entre o primeiro tapeout e a fabricação em massa.
Produção em massa fica para 2028
O PDK 0.9 não significa que o 14A está perto da linha de produção. Mesmo o PDK 1.0, no início de 2027, não marca o início da fabricação em volume. A Intel prevê produção de risco para os próprios produtos na segunda metade de 2027 e produção em massa em 2028.
"A tecnologia está atingindo a maturidade de desempenho e rendimento", disse Ben Sell, vice-presidente corporativo da Intel Foundry, em linha com o comunicado da empresa.
Tecnologias do 14A
O 14A parte da base arquitetural do Intel 18A e acrescenta três mudanças:
- transistores RibbonFET 2 de segunda geração, com gate-all-around (GAA);
- PowerDirect, entrega de energia pela parte traseira do chip que leva a corrente direto às regiões de source e drain do transistor, sem as conexões intermediárias do PowerVia;
- Turbo Cells, células padrão de alto desempenho para acelerar caminhos críticos de timing em CPUs e GPUs.
O anúncio não traz novos números de desempenho, consumo ou densidade de transistores, já que a Intel havia descrito essas vantagens antes.
Fornecedores e ferramentas de projeto
A Intel diz aplicar ao 14A a experiência de 12 meses de produção do 18A. A empresa ampliou o investimento em detecção de defeitos em linha, modelagem e simulação para achar problemas de fabricação mais cedo. Também mudou o modelo de colaboração com fornecedores de equipamentos e materiais, que agora entram mais cedo no desenvolvimento, e faz reuniões periódicas de rendimento com eles.
No lado do software, a Cadence e a Intel firmaram uma colaboração de co-otimização de projeto e tecnologia (DTCO) para ferramentas de projeto com IA e propriedade intelectual. Keysight, Siemens e Synopsys anunciaram certificações de ferramentas para o processo.
Clientes ainda não aparecem
A Intel afirma ter recebido bom retorno dos clientes, mas não nomeou nenhum que tenha se comprometido a fabricar no 14A, nem divulgou tapeouts ou acordos. Isso é comum no setor de foundry. Para a Intel Foundry, atrair clientes externos pesa muito, porque o custo de desenvolver um processo de ponta só se paga com centenas de milhões de chips.
A empresa também prevê melhorias futuras nas variantes 14A-E e 14A-P, sem cronograma definido.
"Nosso próximo grande marco é o Intel 14A PDK 1.0", afirmou Ali Farhang, vice-presidente corporativo da Intel Foundry.
Fonte: Tom's Hardware. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.



