HP, Asus e Acer levam parte da produção de PCs de volta à China

Alta nos custos de memória e outros componentes, puxada pela demanda de IA, faz as marcas buscarem fábricas chinesas menores para segurar margens, segundo a Nikkei Asia.

Por Redação Capital Gamer · · 2 min de leitura
Operária de uniforme azul monta notebooks em linha de produção, com etiquetas e caixas ao fundo

Imagem: reprodução/Tom's Hardware

HP, Asus e Acer transferiram parte da capacidade de produção de PCs de volta para a China, segundo reportagem da Nikkei Asia. O motivo é o aumento do custo dos componentes, empurrado pela demanda de inteligência artificial, que corrói a margem das fabricantes.

A volta tem um detalhe. As marcas não estão recorrendo a fornecedores tradicionais como a Foxconn, que direcionou sua capacidade para data centers de IA. Os contratos vão para fabricantes chinesas menores, como Luxshare, Huaqin Technology e Longcheer Technology, que tentam entrar no mercado de PCs.

Por que a China voltou a compensar

Em 2024 e 2025, várias marcas saíram aos poucos do país por causa de sanções e tarifas dos Estados Unidos. Os destinos alternativos não tinham a cadeia de suprimentos nem a mão de obra experiente da China, mas diluíam o risco geopolítico.

Agora a conta mudou. A escassez de chips de memória e armazenamento causada pela IA fez o preço da memória subir 500% em 12 meses. Placas de circuito impresso (PCBs) e tecido de fibra de vidro usado em placas-mãe também ficaram mais caros. Jason Chen, presidente e CEO da Acer, reclamou que fornecedores exageram o medo de escassez para proteger suas margens.

As empresas não abandonaram a estratégia "China+1", de diversificar a produção. Mas a indústria madura chinesa ajuda a absorver parte do aumento de custos.

Acesso à memória chinesa

As fabricantes chinesas menores também levam vantagem no acesso a chips de memória de produtores locais, como a CXMT. Um gerente de cadeia de suprimentos ouvido pela Nikkei Asia disse que elas se vendem a clientes como alternativa para garantir memória made in China e "ajudar a resolver a cadeia de suprimentos".

Quem perde com a mudança

O Sudeste Asiático sente o efeito. Um gerente de um fornecedor de componentes contou à publicação que a empresa montou duas linhas novas na Tailândia para clientes de PC, e que agora esses clientes levam pedidos grandes de volta à China. As duas linhas ainda não deram lucro, e ele não sabe quando os pedidos voltam.

Montar uma cadeia inteira de produção de PCs é lento e caro. Os Estados Unidos tentam há anos. Até agora, só a Anduril tentou fabricar notebooks com 90% do custo de componentes vindo dos EUA e de países aliados. Mesmo assim, a empresa espera preços cerca de 20% acima da concorrência, o que só se sustenta porque vende principalmente a setores que exigem segurança na cadeia, como governo e militares.

Para quem disputa o consumidor comum, o incentivo é outro: achar o menor custo possível para competir em preço.

Fonte: Tom's Hardware. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.

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