Headset audiófilo não é a melhor escolha para jogar, diz Tom's Hardware

Guia do site americano argumenta que conforto, recursos e microfone pesam mais no dia a dia dos games do que a fidelidade máxima de áudio.

Por Redação Capital Gamer · · 3 min de leitura
Headset sem fio branco de over-ear com microfone de haste destacável sobre superfície cinza

Imagem: reprodução/Tom's Hardware

A Tom's Hardware publicou um guia que desaconselha escolher headset gamer só pela fidelidade de áudio. Segundo o site, conforto, conveniência e um bom microfone valem mais para quem joga do que o som calibrado ao padrão audiófilo.

A diferença começa no projeto. Headsets e fones audiófilos são feitos para reproduzir o áudio como foi gravado, do jeito que o artista o ouviu. Os gamer miram em outras coisas: conforto, praticidade e comunicação. Quando cuidam do som, o objetivo é fazer o jogo soar bem, o que nem sempre significa soar fiel ao original.

Som realista ou som útil

O texto admite que parte do vocabulário audiófilo ajuda nos games. Som detalhado, em camadas, e um palco sonoro amplo deixam ambientes virtuais mais convincentes. Em um FPS competitivo, porém, o jogador quer pistas direcionais precisas, que destaquem passos e tiros, e não a riqueza de cada camada de áudio. Já em uma fantasia épica ou um RPG de terror, a meta é que o jogo soe épico ou assustador.

Conforto

Modelos audiófilos costumam ser maiores e abertos. Drivers grandes produzem mais som com menos movimento, o que reduz a distorção, e o desenho open-back deixa as ondas sonoras atravessarem o fone, com palco mais largo e escuta mais longa sem sensação de aperto.

Os gamer são em geral fechados, com drivers menores, mas investem no conforto físico. São leves e flexíveis. A Turtle Beach usa nas almofadas ProSpecs uma espuma mais macia na frente, para quem usa óculos. O G735, da Logitech, não tem dobradiça, o que evita que prenda em cabelo comprido e piercings. Há exceções abertas no mercado gamer, como o Corsair Virtuoso Pro e o Turtle Beach Atlas Air.

Conveniência

Aqui o guia dá vitória folgada aos gamer. Os audiófilos geralmente têm fio, pouca tecnologia fora do áudio e, em muitos casos, exigem uma interface separada para funcionar em PC ou console.

Turtle Beach Stealth Pro II e Razer BlackShark V3 Pro conectam a vários aparelhos, trocam entre eles, tocam duas fontes ao mesmo tempo e alternam presets de EQ. O HyperX Cloud Alpha 2 Wireless vem com base de mesa. O HyperX Cloud Alpha Air, com fio, traz cabo P2 de 3,5 mm, extensão USB-C com conversor para USB-A e extensão para PC com entradas separadas de áudio e microfone.

O Audeze Maxwell e o Maxwell 2 têm conexão dupla, mas sem troca manual: o Bluetooth sempre ganha do 2.4GHz. O autor do texto diz que é uma de suas poucas queixas reais com esses modelos.

Microfone e comunicação

Um microfone USB avulso quase sempre soa melhor que o embutido no headset. Ainda assim, alguns modelos, como o Razer BlackShark V2 Pro (2023), chegam perto dos melhores microfones USB para gaming. Quem escolhe um audiófilo precisa comprar um microfone à parte.

Há também o software. A série Arctis Nova, da SteelSeries, tem ChatMix, que separa o áudio do jogo e o do chat para o jogador ajustar um contra o outro. Redução de ruído, EQ de microfone e sidetone aparecem em headsets gamer e raramente nos audiófilos.

O Audeze Maxwell 2 é citado como ponte entre os dois mundos. Pesa bastante, em parte por causa dos drivers planares magnéticos de 90 mm, mas é relativamente confortável para o peso. O palco sonoro é largo, só que isso não equivale à precisão espacial exigida para localizar passos e tiros.

Fonte: Tom's Hardware. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.

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