Apple lança MacBook Pro com tela OLED e touch, a partir de US$ 2.899
Os novos modelos de 14 e 16 polegadas trazem tela sensível ao toque pela primeira vez num notebook da Apple, 16 anos depois de Steve Jobs descartar a ideia.

Imagem: reprodução/Tom's Hardware
A Apple apresentou os novos MacBook Pro de 14 e 16 polegadas com tela OLED e suporte a toque, algo inédito nos notebooks da empresa. A informação é do Tom's Hardware, que também detalhou por que a Apple mudou de ideia.
A tela se chama "PROLED XDR". Os modelos ficam mais leves que os MacBook Pro atuais, têm sistema de alto-falantes atualizado e custam mais. O de 14 polegadas começa em US$ 2.899, e o de 16 polegadas, em US$ 3.399.
De "ergonomicamente terrível" a recurso de linha
Em 2010, Steve Jobs chamou notebooks com tela de toque de "ergonomicamente terríveis". Segundo ele, o braço cansa, e superfícies de toque pedem posição horizontal. De lá para cá, o recurso virou padrão no Windows e nos Chromebooks. A Apple ficou de fora. A exceção foi a Touch Bar, que acabou abandonada porque os usuários de Mac não gostaram.
Tom Mainelli, vice-presidente de pesquisa do IDC, disse ao Tom's Hardware que a Apple só adota uma tecnologia quando consegue entregar um produto diferenciado. Pelas demonstrações feitas em Los Angeles, a razão do "por que agora" é a demanda de criadores que usam o Mac. Ele acrescentou uma leitura comercial: a empresa cria uma faixa premium dentro da linha Pro, num mercado maduro.
Johny Srouji, chefe de hardware da Apple, afirmou à Wired que dez anos é muito tempo e que display, chips próprios e arquitetura de software atingiram o nível exigido pela empresa. Greg Joswiak, vice-presidente sênior de marketing, disse que existe uma geração de jovens criadores que espera poder tocar na tela.
Software e limites
O macOS 27 Golden Gate ganhou APIs de gestos do sistema para que mais apps aceitem toque. A Apple diz que seus aplicativos já estão prontos e citou Microsoft Office, Zoom, Notion, DaVinci Resolve, Adobe Lightroom, Blender e Algoriddim djay Pro.
Teclado e touchpad continuam no lugar. É um Mac com tela de toque, e o toque não é a forma principal de uso.
O autor do texto, Andrew E. Freedman, editor sênior do Tom's Hardware, diz que usa pouco toque em computadores fora de tablets e 2-em-1, e que concorda com Jobs sobre a ergonomia. Ele lembra outros motivos para dispensar o recurso: telas touch já foram vistas como vilãs da bateria, o digitalizador pode somar peso e custo, e os sistemas operacionais nunca foram desenhados em torno do toque. Para quem precisa de precisão, ele vê as mesas digitalizadoras como superiores.
O que vem depois
O toque estreia só nos MacBook Pro redesenhados de 14 e 16 polegadas. A tendência, segundo o texto, é que o recurso desça para os Pro mais baratos, o MacBook Air e possivelmente o MacBook Neo, lançado neste ano. Um iMac com toque também pode surgir. Como o Mac está recebendo OLED agora, a adoção em massa não deve ser rápida.
A concorrência já usava o toque como argumento contra o Neo. A Dell destacou que o XPS 13 tem teclado retroiluminado e tela touch, e a HP manteve o recurso no OmniBook 5. A Acer o removeu do Swift Air 14.
Fonte: Tom's Hardware. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.



