Blood Vials de Bloodborne dão tensão de horror, defende Game Rant
Em artigo de opinião, Nick Rodriguez diz que a cura por itens coletáveis irrita, mas é o que aproxima Bloodborne do survival horror.

Imagem: reprodução/Game Rant
O redator Nick Rodriguez, do Game Rant, publicou em 18 de outubro um artigo de opinião em que defende os Blood Vials de Bloodborne, a mecânica de cura que muitos jogadores apontam como o maior defeito do jogo. Para ele, o sistema frustra, mas também reforça o lado de horror da obra da FromSoftware.
Rodriguez diz ter terminado Bloodborne pelo menos quatro vezes, DLC incluída, e conhecer o jogo de cor. Mesmo assim, afirma se irritar com frequência com os Blood Vials.
Cura que não volta sozinha
Os Blood Vials restauram uma quantidade fixa de vida. Ao contrário do Estus Flask de Dark Souls, que se reabastece nos checkpoints, eles precisam ser coletados como qualquer outro item.
Segundo o autor, a diferença muda o ritmo do jogo. Em Dark Souls, cada morte parece um recomeço limpo. Em Bloodborne, a morte pode virar castigo em cadeia: o novato fica sem Blood Vials, morre e passa a se preocupar em repor o estoque, em vez de avançar na missão.
Gestão de recursos como ferramenta de medo
Rodriguez classifica Bloodborne como horror e diz que o jogo assusta mais do que muitos títulos com esse rótulo. Ele cita Resident Evil, que na avaliação dele é mais voltado à ação de blockbuster, mas é aceito como franquia de horror por ter gestão de recursos e fases claustrofóbicas.
Os Blood Vials entram aí. Para o autor, o sistema se parece com o controle de recursos típico do survival horror. Atravessar locais sinistros com poucos frascos aumenta a tensão, e a falta de itens empurra o jogador a explorar e enfrentar inimigos para encontrar mais.
Ele também vê um efeito conceitual: como os frascos não são restaurados a cada morte, a ideia de que o protagonista injeta sangue de várias pessoas ao longo da história ganha peso.
Onde o sistema falha
O artigo não defende a mecânica sem ressalvas. Rodriguez diz que oscila entre aprovar e criticar, e que critica mais vezes do que elogia. No pior caso, afirma, o sistema incentiva grinding, o que contraria tanto o design da FromSoftware quanto os objetivos do horror.
Por outro lado, quem domina o jogo pode acumular Blood Vials, algo impossível com o Estus Flask, e chegar mais preparado a um chefe difícil ou a uma etapa longa. Em Dark Souls, diz ele, as cargas do Estus só importam até a próxima fogueira.
Bloodborne saiu em 24 de março de 2015, exclusivo do PlayStation 4, e tem média 91 entre os críticos no OpenCritic.
Ficha rápida
- Plataformas
- PlayStation 4
- Lançamento
- 24 de março de 2015
- Desenvolvedora
- FromSoftware
Fonte: Game Rant. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.


