Hellraiser: Revival tem gore forte, mas ação e terror ficam abaixo, diz PC Gamer

Análise do PC Gamer elogia monstros e quebra-cabeças de Clive Barker's Hellraiser: Revival, mas vê ação roteirizada demais e sustos que não assustam.

Por Redação Capital Gamer · · 2 min de leitura
Arte oficial de Clive Barker's Hellraiser: Revival, da Saber Interactive

Imagem oficial de Clive Barker's Hellraiser: Revival / Saber Interactive, via Steam

Clive Barker's Hellraiser: Revival, da Saber Interactive, recebeu uma análise morna do PC Gamer. Para o site, o jogo é apenas "fine": tem quebra-cabeças divertidos e quase nada de novo. Ele chegou em 8 de outubro de 2026.

É um terror de ação para um jogador, sem multiplayer, que custa US$ 40 (£35) e roda no Steam Deck. A redatora Elie Gould jogou em um PC com RTX 3070, Ryzen 5 5600G e 16 GB de RAM, na dificuldade padrão.

O que funciona

O visual é o ponto mais forte. Gould classifica o body horror e o gore como "top tier" e diz que cada um dos monstros principais é tão bem desenhado que ela não conseguia desviar o olhar. Um deles é Charlotte, criatura com estacas de metal no lugar de braços e pernas.

Os puzzles também agradaram. Eles usam a genesis configuration box, item que dá ao jogador uma telecinese limitada. Em combate, ela serve para arremessar objetos destacados em azul, como pregos e fogo. A análise diz que o recurso aparece menos do que deveria, já que pistolas, escopetas e fuzis carregam a maior parte da ação.

Onde falha

O maior problema, segundo o PC Gamer, é que nada do que o jogador faz pesa nas cenas de ação. Na luta final contra Charlotte, Gould gastou toda a munição e os itens de cura acumulados, esquivou de ataques e não conseguiu derrubá-la. Só depois, numa cutscene, percebeu que nunca poderia vencer aquele combate.

Outra sequência lembra, nas palavras da autora, um "COD zombies" de baixo orçamento: é preciso pregar tábuas nas janelas de uma cabana, e a horda entra de qualquer jeito. Os abates, por sua vez, são só razoáveis. Inimigos de armadura exigem golpes repetidos com um objeto contundente, o que a análise chama de tedioso.

No terror, a avaliação é pior. Gould diz que não sentiu medo em nenhum momento, porque os sustos são previsíveis e os monstros que surgem nas paredes ou no caminho muitas vezes não podem matar o personagem. O cenobita Chatterer persegue o jogador pelo Labirinto, mas anda devagar; ela chegou a correr em círculos ao redor dele enquanto resolvia um puzzle. A autora reconhece que talvez esteja menos sensível a sustos e cita Silent Hill: Townfall e Amnesia: The Bunker como exemplos recentes que ainda a assustaram.

O veredito

Na comparação com Resident Evil 4, The Last of Us e Alan Wake 2, as falhas ficam mais evidentes, segundo o texto. Fãs da franquia podem curtir a nostalgia, mas o PC Gamer afirma que há opções melhores no gênero.

Gould diz que preferiria um jogo de stealth passado só no Labirinto, com puzzles e cenobitas mais ameaçadores. Do jeito que ficaram, eles parecem criaturas tranquilas que cumprem a palavra, guiam o jogador e às vezes o seguem pelo mapa.

Ficha rápida

Lançamento
8 de outubro de 2026
Desenvolvedora
Saber Interactive
Editora
Saber Interactive
Gênero
Terror de ação
Preço
US$ 40 / £35

Fonte: PC Gamer. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.

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