Final Fantasy Resonance, em análise da Polygon, vive de nostalgia e entrega pouco mais
Review do site americano diz que o RPG da Square Enix e da Lancarse cita a série o tempo todo, mas tem combate fácil e pouca identidade própria.

Imagem oficial de FINAL FANTASY RESONANCE / Square Enix, via Steam
A Polygon publicou sua análise de Final Fantasy Resonance, RPG feito pela Square Enix em parceria com a Lancarse, e a conclusão do site é que o jogo se apoia quase só na nostalgia da franquia.
Resonance parte de Final Fantasy Brave Exvius, jogo mobile já encerrado. A ideia é a mesma de Octopath Traveler 0: tirar as mecânicas de gacha e transformar o título em um jogo completo, com visual novo. Segundo a Polygon, isso expõe o problema central, porque o que funcionava para convencer jogadores de Brave Exvius a gastar dinheiro perde força fora do celular.
História conhecida demais
O protagonista se chama Rain. O enredo segue o roteiro clássico da série: cristais ameaçados por um mal antigo e um grupo de heróis que tenta impedir o desastre. O crítico aponta cenas que lembram Final Fantasy 4, com dois cavaleiros no comando de uma aeronave, e Final Fantasy 6, com uma garota amnésica ligada aos Espers.
O texto reconhece que o uso de clichês funciona na maior parte do tempo. O resultado é uma trama previsível, sem grandes quedas e sem grandes picos. A Polygon cita como exceção uma sacerdotisa parecida com Aerith e Yuna, cuja história rende um dos momentos mais emocionantes.
Combate e Visions
O combate é por turnos e não usa o sistema ATB. O foco está na ordem dos turnos e nas fraquezas elementais para deixar inimigos atordoados, mecânica que vem de Final Fantasy 13. A Polygon o descreve como correto, mas sem urgência e sem a inovação do sistema de boost e break de Octopath Traveler. Cada personagem tem Limit Break, e Fina, a única invocadora do grupo, chama Espers durante as lutas.
As Visions são parceiros equipáveis que liberam habilidades e magias. Várias são personagens de outros Final Fantasy, e para conseguir cada uma o jogador assiste a uma montagem que resume o jogo de origem. O crítico diz que acabou usando sempre os protagonistas favoritos, como Squall, para ver os ataques animados em 3D.
Sem gacha, sem desafio
A remoção do gacha é vista como ponto positivo: não há sorteios para liberar Visions nem energia diária que trava o progresso. Em compensação, na dificuldade Normal o jogo nunca ofereceu desafio e dispensou qualquer grind. A exploração também rende poucos segredos.
Quem foge à regra são as caçadas aos Espers, lutas contra monstros invocáveis que o crítico chama de exaustivas. Os superchefes de fim de jogo também têm combates mais interessantes, mas não resolvem a falta de dificuldade no restante da campanha.
A Polygon dá crédito à Square Enix por preservar um jogo mobile desativado e lembra que, com Octopath Traveler 0, a empresa dá nova vida a mais de um título live service que não deu certo.
Fonte: Polygon. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.



