Remessas globais de PCs caem 21% no 3º trimestre com memória mais cara

Counterpoint Research aponta 57 milhões de unidades vendidas e prevê queda ainda maior, de 27%, no quarto trimestre de 2026.

Por Redação Capital Gamer · · 2 min de leitura
Close-up de módulo de memória RAM, com chips pretos e contatos dourados sobre placa de circuito azul

Imagem: reprodução/Wccftech

As remessas globais de PCs caíram 21% no terceiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, segundo a Counterpoint Research. O mercado foi de 72,2 milhões para 57 milhões de unidades, e a consultoria projeta uma retração de 27% no quarto trimestre.

O motivo é o preço. DRAM e NAND estão cada vez mais caras porque a demanda por IA absorveu boa parte da oferta, e o custo sobe junto nos demais componentes. O resultado chega à prateleira: máquinas mais caras, trocas adiadas. Os dados foram reportados pelo Wccftech.

Quem caiu mais

Entre as grandes fabricantes, só a ASUS ficou com queda de um dígito. Todas as outras tiveram perda de dois dígitos.

  • Lenovo: 15 milhões de unidades, 26,3% de participação, queda de 23%. Segue na liderança.
  • HP: 10,3 milhões de unidades, 18,1% de participação, queda de 31%, a maior entre as seis maiores.
  • Dell: 7,6 milhões de unidades, 13,3% de participação, queda de 25%.
  • Apple: 5,6 milhões de unidades, 9,8% de participação (era 8,7%), queda de 11%.
  • ASUS: 5,2 milhões de unidades, 9,2% de participação (era 7,8%), queda de 7%, mas alta de 19,4% sobre o trimestre anterior.

A Apple atribui parte do desempenho melhor ao MacBook Neo, que amorteceu a queda. A demanda corporativa, impulsionada pela migração para o Windows e pela renovação de frotas em empresas, foi mais firme que a do consumidor. Não bastou para compensar o recuo geral.

O que a Counterpoint diz

O analista sênior Minsoo Kang afirma que o custo maior de memória e componentes empurra o preço dos sistemas para cima e leva o consumidor a adiar a troca. Para ele, Apple e ASUS resistiram melhor graças a portfólios diferenciados.

Há ainda um efeito colateral. Fabricantes passam a priorizar configurações que absorvem melhor a inflação de peças, e sobram menos opções baratas. Quem precisa trocar um computador velho e tem orçamento curto acaba sem alternativa.

David Naranjo, diretor associado da consultoria, vê um "ajuste estrutural" no setor. A previsão para 2027 é de volume estável em relação a 2026, ou seja, num patamar mais baixo. Naranjo diz que estabilização não deve ser confundida com recuperação.

Memória deve seguir cara

A Counterpoint estima que os aumentos de DRAM e NAND percam força no primeiro semestre de 2027, mas trata o número como estimativa. A Micron, em entrevista recente, afirmou que a escassez deve durar até 2028.

Para quem monta ou atualiza um PC gamer, o quadro é de peças caras por mais tempo.

Fonte: Wccftech. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.

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