MOZA AY210 e yoke MFY: review testa force feedback no Flight Simulator 2024

O Tom's Hardware avaliou o conjunto de base e yoke da MOZA em cenários de turbulência e aproximação curva, e aponta um ajuste necessário no eixo do profundor.

Por Redação Capital Gamer · · 3 min de leitura
Volante de avião MOZA com painel de checklist impresso, sobre mesa clara, e módulo de painel MOZA ao fundo

Imagem: reprodução/Tom's Hardware

O Tom's Hardware publicou a análise do conjunto MOZA AY210 Force Feedback Base e MFY Yoke, um yoke com force feedback para simulação de voo. O veredito é positivo para a qualidade de construção e o controle, com duas ressalvas: o profundor pode parecer "grudento" sem os ajustes certos, e o preço é alto.

A MOZA Racing ficou conhecida em sim racing com volantes e periféricos. A empresa foi fundada em 2012 por engenheiros automotivos e entusiastas do setor e começou vendendo equipamentos de videografia. Agora leva a mesma proposta para o voo simulado.

O que vem na caixa e como é o hardware

Base e yoke podem ser comprados separados ou em kit. O kit traz os dois, um conjunto de ferramentas e o manual. A base acompanha cabo de força e um cabo USB Type A para Type B. As garras de mesa usadas no teste foram enviadas pela MOZA e são vendidas à parte.

A base é de liga de alumínio e tem engate rápido, também de alumínio, para trocar de yoke. Por dentro, o AY210 usa um processador de 280 MHz e um encoder magnético de 15 bits. O force feedback chega a 9 Nm de torque e 210 N de força de empurrão. O yoke MFY é feito de termoplástico de engenharia sintético, com formato que imita o de aviões comerciais.

A personalização mais profunda fica no software MOZA Cockpit, com ajustes individuais, predefinições da empresa e perfis criados pela comunidade.

Como foi o teste

O review usou o Microsoft Flight Simulator 2024, principalmente com o PMDG 737-800 e também com o PMDG 777. Os perfis foram os mais recentes de 737 NG e 777 feitos por Tonyaviation no Flightsim.to. O iFly 737 MAX ficou de fora porque ainda não foi feito de forma nativa para o MSFS 2024.

Foram três cenários: manobras básicas a 5.000 pés, uma aproximação turbulenta em Las Vegas, com calor, vento e correntes de ar, e a aproximação RNAV Visual à pista 1R de San Francisco. Nesta última, o autor adicionou por conta própria ao banco de dados de navegação dos dois aviões o trecho RF entre os waypoints KLAUS e SQIRL, que não existe na versão do simulador com Navigraph.

No PMDG 737, a coluna de controle fica mais pesada conforme a velocidade sobe, tanto em arfagem quanto em rolagem. O yoke transmite vibração dos motores, movimento de flaps e spoilers, o buffet perto do estol e o toque das rodas na pista. Com o piloto automático ligado, ele se move sozinho, acompanhando os servos.

O ajuste no profundor

Fora da caixa, o movimento de arfagem pode parecer menos natural e "sticky". A solução, segundo o review, é ativar o Pitch Friction Correction no MOZA Cockpit, que deixa a resposta bem mais próxima da de um simulador de 737 real. Com isso, curvas e razão de descida foram ajustadas com precisão, mesmo com comandos pequenos.

Na aproximação turbulenta, o autor sentiu vento e turbulência direto no yoke, o que ajudou a antecipar correções. Em San Francisco, o AY210 respondeu com precisão durante todo o arco até SQIRL.

Ficha rápida

Plataformas
PC
Desenvolvedora
MOZA Racing

Fonte: Tom's Hardware. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.

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