Série Carrie, de Mike Flanagan, é elogiada pelo Kotaku, com ressalvas ao final
Em review, o Kotaku diz que a adaptação de Stephen King na Amazon Prime acerta ao reinventar Margaret White, mas critica a personagem Emaline e o último episódio.

Imagem: reprodução/Kotaku
A série Carrie, de Mike Flanagan, estreou na Amazon Prime com oito episódios e arrancou elogios do Kotaku, que a chamou de "actively brilliant" em review publicada pelo site. O texto também lista problemas, entre eles o episódio final.
O autor admite que recebeu a notícia com ceticismo. O romance de Stephen King é de 1974, e o filme de Brian De Palma, de 1976, já é tratado como a versão definitiva. As tentativas seguintes não ajudaram: The Rage: Carrie 2, de 1999, o telefilme da NBC em 2002, escrito por Bryan Fuller, e o longa de Kimberly Peirce, em 2013.
Uma abertura que já conta o fim
O primeiro episódio parte do princípio de que o público conhece a história. A cena inicial é um noticiário sobre o rescaldo do baile: a escola queimada, partes da cidade em chamas, mortos. Na sequência, Sue Snell aparece dando entrevista.
Os episódios seguintes abrem com narração de Kate Siegel, em textos sobre a misoginia que, ao longo de séculos, fez mulheres com poderes telecinéticos serem tratadas como fraudes ou bruxas. A série sugere a existência de um grupo organizado dessas mulheres, ciente de Carrie. Nada disso está no livro.
Carrie e Margaret White
Summer H. Howell vive Carrie. Tem 21 anos, mas, segundo o Kotaku, parece mais nova que Sissy Spacek em 1976. A versão de Flanagan atualiza a trama: o pai, que morre na primeira cena, manteve mulher e filha fora do sistema, sem registro, por causa de teorias conspiratórias contra o governo.
A maior aposta é Margaret White, interpretada por Samantha Sloyan. O review esperava uma repetição da Bev Keane de Midnight Mass e encontrou outra coisa. Esta Margaret é cruel de um jeito difícil de apontar, muda de valores quando lhe convém e, ao contrário da personagem de King, ama a filha. Para o crítico, é o melhor personagem da série.
O elenco tem ainda Rahul Kohli, Katee Sackhoff, Mark Hamill, Amber Midthunder como a professora Rita Desjardin, Tim Bagley como o orientador da escola e Matthew Lillard como o diretor. Michael Trucco, Tahmoh Penikett e Ruth Codd também aparecem.
Onde a série tropeça
A crítica mais dura vai para Emaline, vivida por Thalia Dudek. O Kotaku diz que a atriz é boa, mas a personagem é confusa, soa como clichê de rebelde e deixa óbvio, desde a primeira aparição, que há algo errado com ela. Para o autor, a revelação posterior, que deveria surpreender, é previsível. Ele também diz ter "big issues" com o episódio final, sem detalhá-los para não entregar spoilers.
O review recomenda assistir aos oito episódios sem saber o que muda em relação ao livro e às versões anteriores.
Fonte: Kotaku. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.



