Devilman Crybaby, de Masaaki Yuasa, é destaque de terror do Halloween da Polygon
Em texto da série de Halloween, a Polygon defende que o anime de 10 episódios da Netflix, lançado em 2018, segue como um dos melhores do gênero.

Imagem: reprodução/Polygon
A Polygon colocou Devilman Crybaby na sua contagem regressiva de Halloween e diz que, oito anos depois da estreia, o anime continua entre os melhores da Netflix. O site vê no terror um canto pouco valorizado da animação japonesa, que costuma priorizar ação, fantasia e aventuras longas de shonen.
A série saiu em 2018, tem 10 episódios e foi dirigida por Masaaki Yuasa a partir do mangá Devilman, de Go Nagai. O protagonista é Akira Fudo, um jovem sensível que se une a um demônio para proteger a humanidade. Ele ganha força enorme, mas não perde a empatia, e continua chorando pelas pessoas.
O monstro é a própria humanidade
Para a Polygon, a violência da série nunca é gratuita. O foco de Yuasa está no colapso da empatia. À medida que os demônios se espalham, a população reage com paranoia: grupos de vigilância de bairro viram milícias armadas, transmissões públicas alimentam pânico xenófobo e gente comum passa a executar quem parece "suspeito".
O texto compara a lógica à de Monster, de Naoki Urasawa, e de The Witcher, obras em que o monstro literal serve de espelho para a残 crueldade humana.
Nagai usou a violência demoníaca em 1972 para falar de guerra e autodestruição. Yuasa atualiza o medo para a era das redes sociais. A Polygon cita o blogueiro sensacionalista Nagasaki, que espalha imagens de encontros com demônios para provocar pânico viral. Cita também o atleta Koda, cuja crise numa competição de atletismo vira espetáculo público quando Ryo revela que ele é um demônio.
A influência do mangá original
Segundo a Polygon, o Devilman de Nagai deixou marca em obras como Berserk e Neon Genesis Evangelion. Antes da série, o mangá já havia rendido adaptações em vídeo, como o OVA Devilman: The Birth, de 1987, e a continuação The Demon Bird, de 1990.
O artigo destaca o duelo entre Sirene e Akira. Quando ela começa a perder, o companheiro Kaim oferece o próprio corpo para que ela continue lutando. É um gesto de ternura numa história brutal e complica a divisão entre humanos e monstros.
A versão de Yuasa mantém o impacto e usa a animação fluida que marca o diretor, ao som da trilha eletrônica de Kensuke Ushio. A Polygon registra que, em entrevistas, Yuasa descreveu a obra como uma história sobre passar amor e luto adiante, como um bastão, com Sirene no início desse revezamento. Para o site, o final é trágico, mas dá peso a cada perda.
Fonte: Polygon. Texto produzido com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada e revisado pela redação.



